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Junho Verde: IBOR transforma óleo de cozinha no combustível da própria frota

Em parceria com a FETCEMG, a IBOR aproveita o Junho Verde para destacar o projeto que transforma óleo de cozinha usado no combustível da própria frota, em um ciclo de economia circular feito inteiro em Juiz de Fora.

Junho Verde: IBOR transforma óleo de cozinha no combustível da própria frota

O Junho Verde, mês dedicado ao meio ambiente, é a ocasião que a IBOR escolheu para destacar, ao lado da FETCEMG, um projeto que já é rotina na sua operação: o ciclo que transforma óleo de cozinha usado no combustível dos próprios caminhões. É a economia circular aplicada ao transporte pesado, com a Rota Verde na coleta e a Frota Verde na ponta que roda.

A lógica é direta. O óleo de cozinha usado é recolhido nos estabelecimentos de Juiz de Fora e região, reciclado na usina de biodiesel que a IBOR construiu dentro da própria sede, movida a energia solar, e transformado em biodiesel B100, 100% vegetal. Esse combustível abastece a frota no bioposto da empresa, sem precisar sair de casa. Do óleo descartado ao tanque do caminhão, todo o processo acontece em Juiz de Fora.

Hoje, a Frota Verde opera com 12 caminhões movidos a B100, que consomem cerca de 38 mil litros de óleo por mês. Em um ano, isso representa aproximadamente 456 mil litros reciclados e cerca de 1.231 toneladas de CO₂ que deixam de ir para a atmosfera, já que o B100 reduz em 94,6% as emissões em relação ao diesel fóssil. O reaproveitamento ainda ajuda a proteger cerca de 11,4 bilhões de litros de água por ano, ao evitar o descarte incorreto do óleo.

Os ganhos vão além do meio ambiente. A coleta envolve a comunidade na destinação correta de um resíduo que, jogado fora de forma errada, poluiria a água e a rede de esgoto da cidade. Para a operação, o ciclo significa mais autonomia energética e menos dependência de combustível fóssil. O trabalho já rendeu à IBOR o Prêmio de Excelência em Logística na categoria Inovação.

Com o projeto, a IBOR mostra que dá para mover carga pesada com menos impacto, usando uma matéria-prima que antes era considerada problema. No Junho Verde, é esse o exemplo que a empresa leva para o setor de transporte.