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App da Rota Verde automatiza a rastreabilidade de cada coleta

A plataforma própria desenvolvida pela IBOR emite MTR e CDF automaticamente no ato da coleta, com registro direto no sistema da FEAM.

App da Rota Verde automatiza a rastreabilidade de cada coleta

A IBOR colocou em operação o aplicativo próprio da Rota Verde, plataforma que automatiza por completo o ciclo documental da coleta de óleo de cozinha usado. A solução elimina a burocracia que historicamente afastou estabelecimentos da regularização ambiental e coloca a IBOR em posição inédita no mercado nacional: a única operação de coleta de UCO no país com rastreabilidade integral, automatizada e auditável.

A diferença é estrutural. Enquanto coletores informais entregam ao estabelecimento, na melhor das hipóteses, um PDF autogerado sem qualquer validade perante órgãos ambientais, a Rota Verde emite os dois documentos exigidos por lei diretamente no sistema oficial da FEAM (Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais), sem que o parceiro precise preencher um único formulário.

Como funciona na prática

Na chegada do coletor ao estabelecimento, o aplicativo realiza check-in com geolocalização cruzada: celular do coletor, veículo e localização do estabelecimento, três pontos casando em tempo real. Esse cruzamento valida que a coleta de fato aconteceu naquele endereço, naquele momento.

Durante a coleta, o coletor registra a litragem no app, com acompanhamento de um funcionário do estabelecimento. O sistema então emite automaticamente o MTR (Manifesto de Transporte de Resíduos), registra no banco de dados da FEAM e envia por e-mail ao parceiro. Tudo instantâneo. Tudo digital. Tudo documentado.

Na chegada à usina de biodiesel da IBOR, a plataforma fecha o ciclo emitindo o CDF (Certificado de Destinação Final), que comprova o destino ambientalmente adequado do resíduo. O parceiro recebe o segundo documento por e-mail, completando a rastreabilidade do litro coletado até o tanque do caminhão.

Por que isso muda o jogo

Pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), o gerador do resíduo continua legalmente responsável pelo óleo descartado, mesmo após a coleta. Se o coletor der destinação irregular, a multa volta para o estabelecimento. Sem MTR, sem CDF, sem cadastro na FEAM, não há defesa possível em fiscalização.

O aplicativo da Rota Verde resolve essa exposição ao risco com uma camada que nenhum concorrente oferece: documentação automática, registrada em sistema oficial, acessível a qualquer momento. Daqui a cinco ou dez anos, se a fiscalização bater, o parceiro abre o e-mail e mostra. Sem depender de papel guardado em gaveta. Sem depender da memória de ninguém.

Transparência como diferencial

Ao emitir MTR, a IBOR se expõe voluntariamente à fiscalização da FEAM. Declarar volume recebido significa ter que comprovar o que foi feito com cada litro: quanto virou biodiesel, quanto teve destinação correta. É o oposto do modelo informal, onde a ausência de registro permite que o óleo siga para qualquer lugar sem rastro.

A Rota Verde escolhe dar a cara pra bater. É a maior prova de integridade que existe nesse mercado.

O ciclo se fechando

Com a plataforma em operação plena há um mês, dezenas de estabelecimentos parceiros já recebem mensalmente seus documentos por e-mail. O modelo está sendo expandido conforme a base de parceiros cresce, com escalonamento previsto para acompanhar a meta de 80 a 100 mil litros mensais coletados nos próximos meses.

Sustentabilidade que se mede. Compliance que se prova. Tecnologia que serve.